De família de origem judia, sabe como é, promoção, promoção. Encontrei a R$ 4,99 uma caixa de Especialidades Nestlé. Dentro da caixa encontravam-se alguns bom-bons onde claramente podiamos ler, atrás da aba de fechamento dos mesmos, em letras garrafais: AMOSTRA GRÁTIS. Estariam eles velhos, pensei como Baudelaire pensaria. O jovem Werther teria falado mais alto. Suicidar-me com bolachas maria às 2h da manhã? Muito trabalho, impensável! Mas sim, eu tinha motivos!!!
Vamos aos comentários maldosos, porque de Santo eu não tenho nada, nem consigo fingir, ao contrário da Monique Evans que reza, usa vibradores e os vende (há controvérsias), com a mesma naturalidade.
Chegando ao Nacional 24h, uma ilha de desenvolvimento da nossa Provínicia Alegre, me senti como que em um oásis do desenvolvimento, cheio de Latinos em volta, como na Flórida, quase uma réplica do Coconut Grove, por exemplo. Tudo de muito bom gosto, de tanto bom gosto que beira o forçado. Algo brega, portanto, no meu entender. Algo meio novela América. Juro que pensei ouvir uns "muuuuuuus" em alguns momentos, e posso jurar que vi figurantes enrolados em cobertores sendo perseguidos por um Del Rey-Belina ou uma Royalle, pelo estacionamento, e que em contextos Gloria-Perianos (Penianos seria engraçado...), fazem o mesmo efeito de uma Ford Ranger. Tá, OK, o lugar é legal. Tem uma pizzaria, e um café. Não é muito mais caro do que os outros supermercados, parece ser limpo, e tem negros trabalhando, e sendo tratados, olhem a evolução, como se fossem gente. Engraçado é que eles trabalham de madrugada. Acho que assim é melhor, não? "Menas gente" os vêem. Legal, entretanto, legal. Martha Medeiros irá ADORAR. A julgar pela inteligência, irá escrever umas 8 "colunas", ao contrário de mim, bem mais inteligente, que escrevo somente uma. Acho que a Martha Merdeiros irá gostar porque, afinal de contas, é bonito, mas não tem conteúdo, é expressivo, mas não diz nada (sim, isto é possível), é fake, mas afinal de contas, né? É Porto Alegre, quem liga?!
Habemus Papam
Sim, ele parece gay. Tem aquele je ne sais quoi de Baba Quase Perfeita, e quem diria, é igual a um Lulu da Pomerânia, raça de cachorro, não menos gay. Vide foto abaixo.
Lulu da Pomerânea
Bentinha da Pomerânea, em uma pose: "Você vai se ver comigooooo, mocréééia!"
POP Bostas
Tá certo que o cara faz música legal, mas esse look revolucionário-maltrapilho-anacrônico-dos-anos-70 não cai muito bem a ele. Tom Zé, é típico artista que, como os Gorillaz (ainda existe isso?), não devia aparecer. Que coisinha mais bem... enfim. As músicas são muito legais, mas ele faz estilo, sabe, POP POBRE. Sim, no Brasil, tudo é pop. Bastou Calvin Klein vir ao Brasil dar o cu (não leva acento não!), é todos acham "ótemo" que ele venha dar o cu por aqui. Todo mundo noticia, "Calvin Klein [...] gay [...] GLS [...] dando o cu." Que de última, como diria Lissinha! Tipo, até Carla Perez é POP. Gugu, é POP. Aqui tem de tudo! Pop puta, pop assassina (embora eu não ache que Angela Bismarchi tenha matado o Ox!), pop traficante. Tudo é brega, mal-feito, pop.
Existe também os POP Família. Vejamos, dizem por aí que toda família que se preza tem que ter um militar, uma puta ou gay, um viciado ou bêbado e uma ovelha negra. Sou, com orgulho, a ovelha negra! Minha missão é descobrir quem é quem na minha família. Pode fazer dos dois lados, pai e mãe. Depois, se você souber escrever bem, coisa que Martha Medeiros, Davi Coimbra, Lazier Martins, etc, etc, etc (RBS, sabe) não sabem, você pode escrever um livro, colocar todos os seus problemas, defeitos, conflitos, como se fossem dos bêbados, putas, drogados da sua família, enquanto o narrador (você), onipotente, perfeito e onipresente, narra tudo. Não que eu seja crítico. Criticismo tem objetivo, e eu não tenho, o importante é o dinamismo, lembram?
Podemos citar o POP-Anti-Feminismo-Feito-Por-Pseudo-Feministas. Nestre grupo incluem-se Barbara Delinsky, Daniele Steele e outros autores que vendem seus livros em supermercado, como a Martha Medeiros, que juntos insistem em tornar a mulher, um ser vulnérável, vulgar e como se fosse feito de vulcan (borracha), não poderia perder a aliteração, como se fossem um brinquedo.
Podemos citar também o POP-DRAMA, que inclusive vem sendo chamado na Inglaterra de Litter-ature (Litera de Livro, sendo substituído por Litter, de Lixo). Uma coisa meio... Reader's Digest (Seleções), que muito bem definidas por um amigo, constituem um ramo novo de "Lixo-ratura" chamado, "Como-a-cirurgia-de-remoção-de-um-tumor-no-meu-cérebro-curou-a-saúde-financeira-da-firma-de-meu-pai." Sempre tem um "depoimento" de superação. Podemos encontrar em qualquer uma das "edições" (desculpe as aspas, mas é difícil crer que haja um "editor"), relatos de amputações, canceres, tumores (são coisas diferentes, dá pra criar mais drama), mortes, amores fracassados, perdas, danos (Ops, outra bela bosta, auto-ajuda, digo Lya Luft!). Dizem as más línguas do Instituto de Letras da UFRGS, que o Celso Luft, ex de Lya, está se revirando no túmulo desde o lançamento dessas merdas escritas pela sua viúva. A forma dele manifestar a indignação, é tornar ainda mais decadente o auditorio que leva seu nome. Demais né! Deve ser por isso que ninguém mais compra os dicionários dele. Aliás, vou escrever um dicionário, e depois que eu morer, vou mandar meus parentes imprimi-lo para pagar as despesas do meu funeral. Intrigante não, somente morto escreve dicionário: Luft, Aurélio Buarque de Holanda, Antônio Houiass... só na pombagira!
Voltando a Lya Luft, aliás, podemos identificar um livro de auto-não-tão-alta-ajuda, pelos seguintes dados:
1° Sempre usam um pronome interrogativo no título (como, quando, onde...)
2° Sempre usam um verbo de renovação ou espera, meio fênix (curar, recobrar, mudar, melhorar, tornar-se, vir...)
3° Sempre usam um substantivo plausível com a idéia do livro (vida, saúde, amor...)
4° Sempre usam um substantivo nada-a-ver com a idéia do livro, afinal, tudo é nada-a-ver (queijo, hamburger, cadeira, posição...)
5° Sempre fazem perguntas, mas não usam ponto de interrogação, digo, geralmente!
E.G. Como Mudar a Sua Cadeira, Quem curou minha vida, Quando melhorar sua vida, Onde ou Quando o amor não vem, etc. RIDICULA, Dalhe Martha!
Nossa mãe, nem sei como eu parei aqui. A sim, o Nacional, os chocolates. Pra completar meu desgosto, dei os chocolates que eu não gostava pra minha mãe (todos que induzem uma idéia de sentimento, fama, orgulho) tais como: Prestígio, Sensação, Diplomata, Sedução... e ela me devolve o seguinte comentário non-sense, " Filhotinho, você não está sentindo um gosto de veneno de barata no fim dos teus chocolates?" Nunca comi pra ver o gosto, mas que me deu uma vontade.... deu. O que acham, devo voltar ao Nacional 24h e comprar um pacote de bolachas maria? Boa Semana pra todos!