Um Professor, Um Hitler, Um Esquizofrênico
Meu nível está caindo... muito tempo sem publicar. Acho esta ferramenta
sensacional. É mais barato do que psicólogo, se bem que meu caso é
psiquiátrico ou químico. Nada que um Lexotan e/ou um Valium não
resolvam. Por falar em resolver... Resolvi escrever hoje pelo seguinte:
É madrugada de sexta para sábado, recebi um email de uma menina que me
chamou de tudo-quanto-é-nome, acabou minha barra de chocolate e pra
piorar estava ouvindo o CD do ToTo. Se eu pusesse o CD da Alanis, era
suicídio na certa!
Bom a tal da guria reclamou de mim por uma besteira... eu falei para
dita cuja, em uma dessas salas em que a mentira é considerada conversa,
que a Maria Rita estava meio gorda. A Mal-Comida (SIM!!!)
"carinhosamente" me disse que eu não sei diferenciar gordura de
gravidez. Pois é Géssica, a gravidez já acabou faz tempo!
Eu gosto um monte da Maria Rita, acho Pagu um hino à todas
brasileiras. Nem toda brasileira é bunda! Mas o que tem dizer que
ela está gorda! EU estou gordo! Por falar em bunda... o vexame do
governador do Amazonas que conseguiu sair da CPI da Prostituição...
isso, sendo super culpado.
Por falar em engordar... em dólares... e o Maluf? Foi visitar um cara na UTI e o cara se fué.
Dando continuidade a minha esquizofrenia.... não sei do que falar. Outrora já fui mais eloqüente!
Me lembrei de alguém! Um ser fantástico cuja vida me orgulha de poder
falar mal. O nazista do Bittencourt! Se Hitler fosse gay, tivesse
cabelo cor água-de-salsicha e usasse pancake, eu juro, este não seria
um clone, seria o próprio. E se o Robocop gay existisse, o olhar iria
ser o mesmo! Ele é uma espécie de Walter Mercado da Meteorologia.
E pasmem: Dá aula na PUCRS. Na Ciências Aeronáuticas tem de
tudo... tem até membros de "Os Simpsons" e olha que não é a diretora
(que é laranja). Por falar em Bittencourt, péssimo professor! Bom, pra
começar com a estória (eu sei que estória não existe mais, mas eu quero
escrever assim), ele nunca me perguntou nada. Meu sobrenome paterno,
Carvalho, judeu-português, não me dá direito à palavra ante a
grandiosidade germânica daqueles cuja existência é palpada em sobrenomes
como Bergmann, Sattler, Herren, cuja pronúncia, por sua vez, é
minuciosamente elaborada e feita. Um ser não só abominável como também
ante-didático (eu sei também que é anti, é que assim fica mais sutil,
"menas" chocante).
Àqueles cujo plaisir de ser
seu aluno está próximo, eis o que sucederá neste retorno de semestre em
nossa querida e plutocrática PUC. Primeiro dia, oito horas da manhã,
inverno, e nossa Eva Brown inicia seus trabalhos. Lê sobrenome
por sobrenome. Impõe um olhar arrematador de ódio e desprezo (o do
Robocop Gay) se fores tu, ô meu caro leitor, o possuidor de um
sobrenome cuja estirpe fonética em nada lembre a Germânica. Em seguida
ele aplicará um pré-teste de conhecimentos cujos resultados
colocar-te-ão na lista dos melhores ou piores alunos dele. Terás teu
nome sempre lembrado na lista dos piores! Prova 1, trabalho 3, 4a
nota: Fulano de tal continua, pobrezinho, sendo ruim... Fulano vê se
melhora! Deves ser um "Cabra-Booooom!"
SPARE ME ou SPERM ME como diz um amigo meu viado! - Me poupe salgadinho!
Adorei Meteorologia, tirei 9,5 em uma prova do DAC, tinha tesão em
estudar, decorar nome de nuvens, ler boletins e cartas meteorológicas.
Estranho poder este que tem um professor. Bittencourt me lembra um
pouco meu pai. Parado no tempo, anacrônico. Não posso trocar duas
palavras com ele, sem com que eu descorde veementemente de uma
repudie completamente a outra. De certa forma, não posso - e não devo -
negar que a existência de ambos têm suas trajetória cruzando a minha.
Que pena pela do Bittencourt, que bom por parte do meu pai! Não
gostaria de ter como meu pai qualquer outro ser. Inicialmente, creio
que suas semelhanças sejam, na verdade, algo como um ódio, uma raiva
disfarçada por não me dar, pasmem, um sobrenome alemão. Seria tão mais
fácil.
Lembro-me tão bem de conviver com meu pai. Indo ao aeroclube,
longe, sábado, inverno, de manhã, quase madrugada! (Programão,
hein!) Não brigávamos, estávamos com muito sono pra brigar. Ao fundo,
lembro-me da Rádio Continental, transmitindo suas músicas de sempre, em
sua ordem de sempre, e aquele silêncio entre eu e meu pai. Lembro me de
ler um livro de Meteorologia (do Sonnemaker - péssimo, diga-se de
passagem) em uma manhã de sábado, fria como a madrugada de hoje, e por
ironia do destino, na rádio tocando "Tarde em Itapuã" e por breves
instantes, imagino estar em um Rio de Janeiro, talvez dos anos 50, com
um calor intenso, onde eu posso ouvir o ronronar dos motores a pistão -
radiais - dos DC-3, voando no céu enquanto olho o mar do hall do Othon
Trocadero (isto tudo sem ser assaltado ou sentir cheiro de m... do
mar). Imaginação é chique "por-demais-da-conta".
Acho que de alguma forma, meu ódio pelo Hitler-de-pancake, é mais
por ele ter estragado este lapso de romantismo com meu pai. Estranho
né?! Mas não gosto mais de Meteorologia. Agora eu gosto é de Navegação!
Gosto daquele jeito escrachado do Elones, de falar na cara, de
bater-boca, ser irônico. E o meu pai, quem diria... nos damos super
bem... Pois é, estranho poder tem um professor!
Próxima vez que eu disser que sou esquizofrênico, não duvide, acredite!
Ao invés de dizer que o que eu escrevi está uma bagunça, usemos nossa
linda Língua Portuguesa: Não está bagunçado, é apenas um texto cuja
erudição do autor é pluriforme. Pois é, essa estória (eu continuo
gostando assim), é de outro professor. Dê tempo ao tempo! Allure!
Globetrotter
Saturday, July 17, 2004
Allure!
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