Nossa Senhora!
Depois que reli minha última postagem fiquei impressionado com a pieguice a que um ser humano pode chegar. Ficou muito mais sentimental do que eu pensei que ficaria. Não sei se isso é bom ou ruim, o fato é que eu sempre encarei sentimento como fraqueza. É estranho.
Um aluno meu me perguntou hoje de manhã algo, que até então, eu nunca pensei que fosse tão estranho ao entendimento alheio. Qual a relação existente entre Ciências Aeronáuticas e Letras? Sinceramente, fui forçado - contra a minha vontade, é verdade, - a admitir que não sei. Talvez se eu pensar bem, isso me leve a ser mais tolerante com as diferenças existentes entre as duas, o que faz com que eu frequentemente me irrite com alguns "débilóides ambulantes" frequentadores do meio aeronáutico.
A primeira virtude de uma pessoa, ao meu ver, é a opinião. A crítica é importante também, mas ela é nada mais do que uma opinião azeda sobre um assunto desagradável, ou não. Eu, por exemplo, adoro falar mau da Globo. A opinião é o que possibilita alguém a pensar, a raciocinar. Acho que este é meu maior conflito com a aviação. As opiniões são formadas por revistas, escritas por homens que edição após edição simplesmente repetem as informações, muitas delas, boatos, e todo séquito de QI restrito sai repetindo aquilo como a mais pura das verdades. A aviação, quem diria, é dogmática.
Ao contrário acontece com a Letras, que através das cadeiras Lingüísticas nos faz refletir sobre a língua e sua evolução. E através da etimologia ou qualquer outro estudo nos explica o porquê das coisas. É uma ciência explicativa, que pauta a existência do racionalismo humano, ao contrário da aviação, que não pauta o racionalismo, mas o existencialismo efêmero de machos medíocres.
Na Letras, também somos forçados a "difícil" tarefa de ler. Aos montes! Com isso, formamos opiniões e temos uma visão mais compreensiva do mundo. Na maioria das vezes, estudamos outras línguas além de nossa "bela e inculta". Conhecemos estórias através de nossos alunos, o que nos dá experiência de vida, apego a ela. Então nos tornamos biófilos. A favor da vida. Nas palavras do escritor inglês David Beaty, autor do livro "The Naked Pilot" [Não, não é um livro pornográfico, mas de psicologia...], a biofilia sempre foi considerada pelas sociedades orientais e ocidentais como algo tipicamente feminino. Homens não são criados para pensar em criar vida, mas em destruí-la. Ao que se refere à vida, e a muitas outras coisas, os homens são, em geral, niilístas. Pro-destruição.
Homens são em si, necrófilos, tendem a relacionar-se melhor com a morte e coisas mortas e inanimadas do que com a vida. Homens bricam de carrinhos, mulheres de boneca. As bonecas são, na realidade, a representação mais pífia da ilustração de vida.
Outra parte da sociedade moderna que é tipicamente masculina, é a parte esportiva. O esporte é uma atividade machista, falocrática. O principal motivo de se exercitar, ao contrário do que nossa reles consciência diz, não é a saúde, mas a estética. A estética de corpos definidos entre horas de musculação confere aos cérebros dos "malhados" a tarefa de se emascularem, enfraquecerem. O principal atrativo ao sexo oposto, e por consequencia, à procriação, já está garantido. É então que a evolução do racionalismo se esvai em prol do mesmo existencialismo machista dos pilotos.
Maquinas dão ao homem a estranha capacidade de fazer coisas que, sem elas, eles não seriam capazes de fazer. Carros dão aos homens a mobilidade e a rapidez de uma onça. A força necessária à reprodução, à sua afirmação enquanto macho, assim como a velocidade da caçada, da morte, da destruição da vida, que os permite inflar seu ego. Aviões dão aos homens, a capacidade de voar, enquanto que a realidade, em caso contrário, os condenaria a cair. Ego, pobre ego. Mulheres são constituídas por alter-ego, e por isso são altruístas. Homens são constituidos pelo ego, e por isso, são egoístas, voltados a si. Ao seu ego.
Voltando às minhas formações, ambas em andamento, sinto como se houvesse um hemisfério do meu cérebro israelense e o outro palestino. Ambos vivem a brigar, mas fazem parte do mesmo mundo. O meu.
Sinceramente, gostaria de saber por que o execesso de sentimento, acima escrito, seria uma forma de fraqueza, já que o sentimento, ao que tudo indica, é algo feminino? Pois é... preconceito meu. Seja bem-vindo à sua própria "Faixa de Gaza".
Globetrotter
Friday, April 30, 2004
Tuesday, April 27, 2004
Vou postar aqui algumas fotos da minha cidade. Quiz postar estas fotos por vários motivos. Para aqueles que ainda não estiveram em Porto Alegre, para aqueles que nunca virão, e para aqueles que moram aqui e que de certa forma nunca estiveram em Porto Alegre. Se tu moras em Porto Alegre, e em um belo dia de sol vais ao templo consumístico e plutocrático chamado Iguatemi, estas fotos são também para ti. Ou se tu vais a qualquer outro local cuja atração faça parte do movimento pseudo-cultural, que em nada nos constribui, sim; Estas fotos também são para ti. Para aqueles que estão longe, perto, ou não estão mais, ei-la.
Bom dia pra todos!
Bom dia pra todos!
Monday, April 26, 2004
Globetrotter. Muita gente me pergunta o que quer dizer Globetrotter, e como eu sou um amálgama entre futuro-piloto-desempregado e professor de inglês sinto-me na obrigração de explicar: Globe quer dizer globo, Terra, nosso planeta. Trotter vem do verbo (to trot) algo como cavalgar, galopar, andar a passos largos. Trotter é quem anda a passos largos, quem galopa, quem anda, neste caso, pelo globo, pelo mundo.
A imagem do Globetrotter sempre teve uma certa consideração "elitista", o que não é verdade. Se saírmos da cidade de Lavras do Sul, a cerca de 400km de Porto Alegre/RS, de onde meus país consguiram sair, e for a São Leopoldo, sua visão de mundo já se ampliou. Para alguém de Lavras do Sul, talvez ir a Porto Alegre, seja algo como para alguém de Porto Alegre interagir com a cultura japonesa, morando e trabalhando em Tóquio, por exemplo. Acredito "fielmente" - como diria a nossa célebre Solange - que a distância entre dois mundos é inversamente proporcional à nossa vontade de percorre-la, e é isso que pretendo fazer aqui. Trazer um pouco do mundo mais pra perto de nós.
Acredito não precisar mencionar, o quão satírico, sarcástico e mórbido eu sou. Não busco IBOPE, busco opiniões, seja de quem for. De nós nada fica... Daqui a 100 anos talvez eu seja pó, talvez nem isso. Certo na vida, só a morte e o fato de que o Clodovil será purpurina... (que maldade, eu até admiro ele bastante!) Não vou limitar minha consciência a um materialismo efêmero. Se alguém se irritar com algo que eu falar, a resposta é simples: Não venha mais aqui!
Voltando ao Globetrotter, também chamado de Globetrekker, o que é a mesma coisa. Tenho um livro a recomendar. O nome do livro é "The Art of Travel" de um autor suiço radicado na Inglaterra onde leciona filosofia em alguma universidade bretã, que sinceramente, não me interessa. O livro foi escrito para que todos possam ler. Eu sugiro, é claro, que aqueles que tenham um inglês de intermediário a avançado leiam em inglês, pois eu não confio em traduções, apesar de eu fazer Bacharelado em Letras (tradução, versão e interpretação). O tradução do título seria "A Arte da Viagem" e foi traduzido como "A Arte de Viajar" que em inglês seria "The Art of Travelling" [com -ing pois o verbo vem depois da preposição 'of']. Eu sei que soa bem melhor, é verdade, licença poética.
Para aqueles cujo o dom do conhecimento da língua inglesa ainda não foi obtido, sugiro a versão traduzida. Se você for cego, tem a versão em audio-book (em inglês). Se você for cego e não souber inglês.... que pena, aguarde o Cid Moreira detonar com o livro, assim como ele fez com a Bíblia.
O livro é um tipo de Guia Master. Ele te faz pensar o porquê de viajar, largar o conforto de nossa mediocridade natal para nos lançarmos em terras distantes e sem nexo, se comparadas à nossa cultura. Ele fala de lugares, citando autores que nasceram, escreveram sobre ou simplesmente estiveram nestes locais. Um livro pra esvaziar a cabeça, e ao mesmo tempo enchê-la.
A capa da versão australiana, mais bonita do que a capa européia, que é quase igual ;-).
A imagem do Globetrotter sempre teve uma certa consideração "elitista", o que não é verdade. Se saírmos da cidade de Lavras do Sul, a cerca de 400km de Porto Alegre/RS, de onde meus país consguiram sair, e for a São Leopoldo, sua visão de mundo já se ampliou. Para alguém de Lavras do Sul, talvez ir a Porto Alegre, seja algo como para alguém de Porto Alegre interagir com a cultura japonesa, morando e trabalhando em Tóquio, por exemplo. Acredito "fielmente" - como diria a nossa célebre Solange - que a distância entre dois mundos é inversamente proporcional à nossa vontade de percorre-la, e é isso que pretendo fazer aqui. Trazer um pouco do mundo mais pra perto de nós.
Acredito não precisar mencionar, o quão satírico, sarcástico e mórbido eu sou. Não busco IBOPE, busco opiniões, seja de quem for. De nós nada fica... Daqui a 100 anos talvez eu seja pó, talvez nem isso. Certo na vida, só a morte e o fato de que o Clodovil será purpurina... (que maldade, eu até admiro ele bastante!) Não vou limitar minha consciência a um materialismo efêmero. Se alguém se irritar com algo que eu falar, a resposta é simples: Não venha mais aqui!
Voltando ao Globetrotter, também chamado de Globetrekker, o que é a mesma coisa. Tenho um livro a recomendar. O nome do livro é "The Art of Travel" de um autor suiço radicado na Inglaterra onde leciona filosofia em alguma universidade bretã, que sinceramente, não me interessa. O livro foi escrito para que todos possam ler. Eu sugiro, é claro, que aqueles que tenham um inglês de intermediário a avançado leiam em inglês, pois eu não confio em traduções, apesar de eu fazer Bacharelado em Letras (tradução, versão e interpretação). O tradução do título seria "A Arte da Viagem" e foi traduzido como "A Arte de Viajar" que em inglês seria "The Art of Travelling" [com -ing pois o verbo vem depois da preposição 'of']. Eu sei que soa bem melhor, é verdade, licença poética.
Para aqueles cujo o dom do conhecimento da língua inglesa ainda não foi obtido, sugiro a versão traduzida. Se você for cego, tem a versão em audio-book (em inglês). Se você for cego e não souber inglês.... que pena, aguarde o Cid Moreira detonar com o livro, assim como ele fez com a Bíblia.
O livro é um tipo de Guia Master. Ele te faz pensar o porquê de viajar, largar o conforto de nossa mediocridade natal para nos lançarmos em terras distantes e sem nexo, se comparadas à nossa cultura. Ele fala de lugares, citando autores que nasceram, escreveram sobre ou simplesmente estiveram nestes locais. Um livro pra esvaziar a cabeça, e ao mesmo tempo enchê-la.
A capa da versão australiana, mais bonita do que a capa européia, que é quase igual ;-).
"Buemba, Buemba!"
Estive olhando algumas páginas na internet, quando, me deparo com uma obra prima da natureza! Vejam abaixo:

Vítimas da SARS (Severe Acute Respiratory Syndrome), extremamente preocupadas com seus estados de saúde, já podem morrer. Fashion é claro. Que ridículo, faça me o favor, Louis Vuitton! Não vai demorar muito até Giorgio Armani assinar frascos de AZT. Credo... Enquanto isso o país do samba e do futebol, exporta frango pra essa gente chique toda, onde até frango pega gripe! Pois é, infelizmente eles vão ter que se contentar em receber nossos franguinhos com uma simples etiqueta "zoomp". É dose pra leão!
Estive olhando algumas páginas na internet, quando, me deparo com uma obra prima da natureza! Vejam abaixo:
Vítimas da SARS (Severe Acute Respiratory Syndrome), extremamente preocupadas com seus estados de saúde, já podem morrer. Fashion é claro. Que ridículo, faça me o favor, Louis Vuitton! Não vai demorar muito até Giorgio Armani assinar frascos de AZT. Credo... Enquanto isso o país do samba e do futebol, exporta frango pra essa gente chique toda, onde até frango pega gripe! Pois é, infelizmente eles vão ter que se contentar em receber nossos franguinhos com uma simples etiqueta "zoomp". É dose pra leão!
Eu vou postar várias coisas hoje, porque é o meu primeiro dia. Hoje fui ver um filme americano chamado "Pieces of April" (Pedaços de April) - em Português o nome do filme é outro e me recuso a colocar. A atriz principal é aquela insuportável Katie Holmes, típica Sandy. Deu mais que chuchu na cerca e continua mantendo aquele jeito "filhinha-virgem-do-papai", um repeteco mal feito do modo como até bem pouco tempo, a "santa" Paris Hilton era vista por seus pais, que inclusive insistem em dizer que a pobre Paris, quem diria, foi vítima, pois nas palavras do jornal francês LeMonde, ela teve sua imagem "roubada". Não sei o porquê de estar com as imagens da super-produção Hilton claramentes ilustradas em minha cabeça......
Voltando a Katie Holmes. Fiquei bastante impressionado com o filme. Embora ela tenha melhorado um pouco, em termos de interpretação e debilidade desde os tempos em que Dawson queria c.... ela, o filme é bom. Tem um certo "que" de filme Europeu, que eu adoro. Tem um ritmo diferente e apesar de ser americano, em nenhum momento tentou vender nada. O filme fala sobre relações de família, preconceitos, mentiras, e facilmente faz o próprio espectador perceber seu preconceito, transformando a imagem de quem vemos em uma "armadura" que nos impede de chegar no âmago, na alma, para realmente conhecer alguém. Filme americano, de "contiúdo" é difícil.
Voltando a Katie Holmes. Fiquei bastante impressionado com o filme. Embora ela tenha melhorado um pouco, em termos de interpretação e debilidade desde os tempos em que Dawson queria c.... ela, o filme é bom. Tem um certo "que" de filme Europeu, que eu adoro. Tem um ritmo diferente e apesar de ser americano, em nenhum momento tentou vender nada. O filme fala sobre relações de família, preconceitos, mentiras, e facilmente faz o próprio espectador perceber seu preconceito, transformando a imagem de quem vemos em uma "armadura" que nos impede de chegar no âmago, na alma, para realmente conhecer alguém. Filme americano, de "contiúdo" é difícil.
Pra falar a verdade, nunca fui muito de "modinha" no sentido de mania. Hoje em dia todo mundo tem um blog, e sinceramente, isso me irrita. Acho, primeiramente, que ter um blog significa algo como pôr para fora um ego exaltado. Teríamos a partir disto, então, duas análises que poderiam ser feitas: a primeira é que o dono de um blog é alguém egocentrico. A segunda é o oposto. Talvez o dono de um blog seja um ser completamente altruísta, no melhor sentido da palavra, tanto que é capaz de dedicar breves instantes de sua reles vida àqueles que de acordo com a sua própria interpretação, não sejam tão reles assim. A qual dos grupos eu pertenço? Não sei! Não sou embalagem pra conter rótulos. Mesmo assim, boa leitura!